Monthly Archives: November 2014

O Karma é fodido, n’é filho?

Foi há dois anos que a carga policial na greve de 14 de Novembro não contemplou novos nem velhos frente à AR. Aqui: Lisbon Calling: November 14th in Portugal

Quem diria que dois anos depois, pela mesma data, tu andavas pelas ruas da amargura, Macedo?

Miguel Macedo também está na mira da judiciária

Vistos gold. Macedo admitiu sair, Passos não deixou

Miguel Macedo já não é sócio da dona da Golden Vista

O Karma é fodido, n’é filho?

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De sorriso rasgado…

O Cavaco, Presidente de alguns e algumas neste pedaço de terra à beira-mar plantado, convidou os “portugueses” – se a Virginia Wolf te ouvisse… – a “olhar para as dificuldades com um sorriso”.

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Aqui: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=168305#.VGETaOfY-yk.facebook

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Quando a relva é campo de batalha

“Merecemos jogar na mesma superfície que os homens. No Mundial de 2018 na Rússia, onde quase todos os estádios usam relva artificial, está previsto que esta seja substituída por relva natural. É uma clara violação das leis canadianas contra a discriminação”

, observa Wambach, ponta-de-lança com 228 internacionalizações pela selecção norte-americana e três participações em Mundiais. O desejo das jogadoras é simples: que a organização canadiana e a FIFA procedam à substituição temporária da relva artificial nos seis estádios do torneio (Montreal, Edmonton, Vancouver, Winnipeg, Ottawa e Moncton) por relva natural, algo que os dois organismos rejeitam.

http://www.publico.pt/desporto/noticia/a-relva-transformouse-num-campo-de-batalha-pela-igualdade-de-genero-1675943

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Felácios publicitários

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Da felicidade dos outros

Nada exalta mais as pessoas como o feminismo. E isso inclui os e as feministas. O que mais se vê, ouve, escreve sobre feminismo vem de feministas que debatem entre si (constantemente) sobre se ou não o feminismo é inclusivo, intersectorial e diversificado o suficiente, e se as preocupações de uma mulher [cisgénero] branca, de classe média, recebe ou não atenção desproporcional em espaços feministas comparados com os de mulheres de baixo rendimento, mulheres trans, e as mulheres de cor. Mas estes debates permanecem confinados a círculos de justiça feministas e sociais.

O tipo de debates” feministas debates” a que o públiconão-feminista” é exposto giram principalmente em torno de duas coisas: a questão dos efeitos supostamente prejudiciais do feminismo sobre as crianças e a família nuclear, e a questão de haver ou não o feminismo, deixando subjacente a questão do seu  “Falhanço”. Face a esta última surgem geralmente e pelo menos três perguntas adicionais: Será que o Feminismo entregou (“a brancas, de classe média, mulheres cisgénero) o que prometeu? As mulheres são muito melhores hoje do que eram antes? Em outras palavras, as mulheres são mais felizes?

Esta última questão é particularmente interessante, porque se baseia na premissa de que “felicidade” – em algum sentido temporal, imediato da palabra – é, ou deveria ser, o objetivo final na vida. Pior, assume que cada um de nós sabe o que é a felicidade e como a mesma se deve reflectir nas vidas que não são nossas. Assume, sobre os restantes, uma moral acerca do que contribuirá mais ou menos para o bem-estar, a dita felicidade, de terceiros, des desconhecidos e desconhecidas, de pessoas que nunca vimos ou nos cruzamos antes.

O mais interessante aqui é o interrogatório do pressuposto de que o movimento feminista e o seu sucesso pode e deve ser medido em termos de felicidade auto-relatada das mulheres.

Um bom lugar para começar é com as ditas “estórias”, daquelas que toda a gente conhece ou que já ouviu – qual mito urbano. Alguém que se casou quando tinha dezanove anos e teve seu primeiro filho no final daquele ano. Era financeiramente dependente do parceiro e foi para a totalidade da sua vida adulta. Enquanto ele trabalhava, ela era dona de casa, tinha momentos de lazer, lia, tomava conta das crianças, arrumava a casa… A possibilidade de um outro tipo de vida não parece nunca ter ocorrido a esta pessoa e enquanto eu tenho días em que me arrepio só de pensar em tal existência, esta pessoa, se lhe perguntassem, se calhar diria que é extremamente feliz. Nem todas as donas de casa terão a mesma perspectiva e, embora o trabalho doméstico seja realmente importante, nem todos optaremos por ele. Ter um emprego, diz-se, é mais “stressante”. Um trabalho assalariado, do qual se pode ser demitido e que ocupa as nossas horas, por vezes (demasiadas), em tarefas repetitivas e desgastantes. Da mesma forma, alguém que se casa com o seu primeiro namorado aos vinte pode considerar-se que é mais fácil do que navegar no mundo do namoro e romance, com o risco que pode encontrar alguém, pelo menos não por muito tempo e com as pessoas à volta a perguntar o “porquê” de se ser solteira, se “não nos queremos casar”, se “…”.

A autonomia é mais desgastante do que não-autonomia. Mas é a solução para renunciar a autonomia? Não para mim.

Com a liberdade vem a responsabilidade, com a liberdade vem o risco.

Às vezes eu faço boas escolhas, às vezes eu faço escolhas péssimas, mas de qualquer forma, são as minhas escolhas.

“Eu prefiro dormir com alguém do que arrepender-me de nunca dormir com ninguém.”Eu não vou viver a minha vida preocupada com o meu futuro na comercialização que é o mercado de casamento, mesmo que os estudos mostrem que as pessoas casadas são mais felizes do que as pessoas solteiras.” “Eu prefiro adiar o casamento e filhos, para completar a minha educação e continuar a minha carreira do que adiar a minha educação e carreira para casar e ter filhos.” “Eu não sou de ninguém nem ninguém é meu.” “Quem quiser estar comigo terá de me respeitar, não me ler, perguntar.” “Eu já perdi amores assim, por ser independente, por acharem que sou libre de mais.” “Eu prefiro levantar-me cedo todos os dias e trabalhar num escritorio que esmaga a alma do que depender de outrém, não importa o quão encantador possa ser.”

O que me leva ao meu próximo ponto: Podemos, por favor, falar de outra coisa? Eu não digo que a felicidade não é importante, mas enquanto o público “não-feminista” está fixado em discutir se deve ou não o movimento feminista fazer as mulheres mais felizes, as mulheres não são mais felizes, seja lá o que isso significará. O movimento feminista luta por liberdade reprodutiva, agressões que têm consequências nefastas para a saúde das mulheres, para aumentar a representação mediática das pessoas trans.


Esqueçamos a “felicidade” por um segundo mulheres que morrem de abortos mal feitos em países onde não podem obtê-los legalmente.Há que fazer a luta pelos direitos reprodutivos. Vamos falar sobre as pessoas trans que são assassinadas em taxas repugnantemente altas. Há que combater a transfobia e chamar a atenção para a violência do ódio trans. O feminismo está longe de ser perfeito, mas a existencia de movimento contribui para mais justiça, igualdade, um mundo melhor. E isso é um indicador de um movimento social bem sucedido. Ninguém pregunta se alguém por ser sindicalizado é mais feliz. Se por ser militante de um partido é mais feliz.

A verdade é que, embora o JAS represente uma ideia de organização social que vale a pena perceber e ter em conta na organização das lutas sociais a vir. A “felicidade”, no entanto, não é passível de ser medida por alguém além de quem a vive. O que a mim me faz feliz pode ser bastante diferente da felicidade para outra pessoa e vice-versa. Na verdade, JAS não discute feminismo, por que não é capaz. A sociedade para JAS é a mera organização social de acordo com a sua própria moral. E nessa não há lugar para mulheres emancipadas, mas há lugar para pessoas que se arrogam a saber da felicidade dos outros e a controla-la, a opinar sobre a mesma, a por isso discute-se a felicidade, quem sabe a salvação das pessoas mesquinhas, pequeninas, com pequenos problemas de inferiodade e cuja pilinha, pequena e provavelmente pouco proletária, não vou insultar.

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