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Das “Não-Políticas” ao “Não vai acontecer”

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Cavaco veio dizer ao país, no seu discurso imperceptível, que a salvação nacional era a união entre os partidos do arco da governação – leia-se PS, PSD e CDS-PP. Acrescentou ainda que a demissão de Paulo Portas, afinal, era revogável e que, não marcando eleições antecipadas, iria marcá-las para Junho de 2014.

O PS veio dizer ao país que, sem eleições, não formava governo, repensando depois a sua estratégia para um: negociámos com o governo [de direita] um compromisso para um governo de esquerda. António José Seguro, na sua intervenção de hoje ao país, afirmou que se manteria em silêncio para não prejudicar o diálogo.

O CDS-PP, depois de revogar a irrevogabilidade da demissão do seu líder, marcou e desmarcou um Congresso Nacional ao melhor estilo do ilusionista: “ora cá está, ora já não vê”!

O BE, entretanto, contra todos os argumentos empiricamente apresentados, comprovou de acordo com o método científico que a actual direcção do PS, sob a égide do seu Secretário-Geral teria adoptado uma vertente “centrão-ó-direita”.

Os Verdes, por formulação do Pedro, lutam contra a perda de legitimidade democrática – o Pedro diz que ainda não estão maduros, porque nunca foram a eleições sozinhos!

O PCP aproveita para apresentar duas moções de censura numa só legislatura (a deles e a dos outros cuja legitimidade democrática, diz que, está em risco), mantendo intacto o discurso e nem sequer contribuindo para a paródia…

Assim vai a política nacional, como o “tolo no meio da ponte”, correndo de um lado ao outro em busca da estabilidade política que “não vai acontecer”!

 

(*isto custou, mas foi!)

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