De fábula em fábula até ao rei ir nu…

Foto de Artigo 21º

Miguel Macedo, o mesmo que andou a sacar subsídio de alojamento de 1400€ mensais por ter a sua residência  oficial em Braga, apesar de ter um apartamento em Lisboa onde residia durante a semana, veio hoje contar-nos a fábula da “Cigarra e da Formiga”. As suas palavras, nos tempos que vivemos, são um insulto e uma falta de respeito para com as pessoas que todos os dias, com o seu suor, trabalham para sobreviver, sofrendo e sobrevivendo aos cortes austeros que todos os dias são anunciados.

Hoje parece, portanto, ser dia de fábulas e há-as para todos os gostos e feitios…

O Macaco e a Raposa

Numa grande reunião, entre todos os animais, que fora organizada para eleger um novo líder, foi solicitado que o Macaco fizesse a sua apresentação.

Ele saiu-se tão bem com suas cambalhotas, caretas e guinchos, que os animais ali presentes ficaram contagiados. E entusiasmados, daquele dia em diante, resolveram elegê-lo como seu novo rei.

A Raposa, que não votara no Macaco, estava aborrecida com os demais animais, por terem eleito um líder, a seu ver, tão desqualificado.

Um dia, caminhando pela floresta, ela encontrou uma armadilha com um pedaço de carne. Correu até o Rei Macaco disse-lhe que encontrara um rico tesouro, que nele não tocara, porque por direito pertencia a sua majestade, o Macaco.

O ganancioso Macaco, todo vaidoso com sua importância, e de olho na prenda, sem pensar duas vezes, seguiu a Raposa até à armadilha. E mal viu o pedaço de carne preso nela, estendeu o braço sôfregamente para apanhá-lo, e assim acabou ficando preso. A Raposa, ao lado, deu uma gargalhada.

“Você pretende ser um Rei,” ela disse, “mas é incapaz de cuidar de si mesmo, é ganacioso e vive sem pensar nas pessoas que lidera”

Logo, passado aquele episódio, uma nova eleição foi realizada entre os animais, para a escolha de um novo governante.

Moral da História:
O verdadeiro líder é aquele capaz de provar para si mesmo suas qualidades. E a verdadeira liderança é dada por exemplo.

A nós, cabe-nos não esquecer:

“Virou-se pró formigueiro

Mudem de rumo

Já lá vem outro carreiro”

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Filed under Here, Justice, Politics, Thoughts and outpourings

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