Há muito, muito tempo, numa história distante…

A Liga (ou Sociedade) das Nações surgiu em consequência dos horrores da Primeira Guerra Mundial e foi a primeira tentativa de consolidar uma organização universal para a paz. Acreditava-se que futuros conflitos só poderiam ser impedidos se fosse criada uma instituição internacional permanente, encarregada de negociar e garantir a paz. O principal precursor da ideia fora o presidente norte-americano Woodrow Wilson (1856–1924), nos seus “Quatorze Pontos” que propunham a paz e a reorganização das relações internacionais.

 

Proposta do presidente dos EUA

Em janeiro de 1918, Wilson apresentou uma proposta de paz revolucionária, que entre outras coisas pretendia:

– exigência da eliminação da diplomacia secreta em favor de acordos públicos;
– liberdade nos mares;
– abolição das barreiras económicas entre os países;
– redução dos armamentos nacionais;
– redefinição da política colonialista, levando em consideração o interesse dos povos colonizados;
– e criação da Liga das Nações (League of Nations).
 
 

Após complicadas negociações, sobretudo com a França, que exigia da Alemanha reparações de guerra, foi aprovada em Paris uma versão reformulada do programa de 14 pontos, em 28 de abril de 1919. O estatuto da Liga das Nações foi assinado a 28 de junho do mesmo ano, como parte do Tratado de Versalhes, firmado com a Alemanha. A primeira conferência da nova organização, fundada pelos 32 países vencedores da Primeira Guerra Mundial, foi realizada em 1920, em Genebra.

 
 Os países que assinaram este pacto comprometeram-se a:
– manter as relações internacionais abertas e francas;
– reduzir os armamentos;
– respeitar o direito internacional e os tratados;
– submeter à análise da Sociedade das Nações as questões que poderiam originar conflitos;
– boicotar economicamente o país que desencadeasse uma guerra.

Concluíndo, o principal papel da SDN foi recuperar a confiança dos europeus na possibilidade de uma Europa próspera e pacífica.

 

 

Razões do fracasso

A Liga das Nações, porém, fracassou por defeitos de origem.

Não dispunha de um poder executivo forte, nem contava com representantes da União Soviética e dos Estados Unidos – a nação de seu idealizador. O governo de Moscovo não era aceite, e Washington não entrou na organização por rejeitar o Tratado de Versalhes.

Um dos poucos êxitos da organização foi o pacto de segurança firmado entre Alemanha, França, Grã-Bretanha e Bélgica, além da resolução diplomática de alguns conflitos internacionais. Genebra, porém, nada pôde fazer para impedir a crise económica mundial, no final da década de 20. A miséria geral impulsionou as forças nacionalistas que se opunham ao Tratado de Versalhes. Os países vencedores em vez de procurarem soluções para a crise económica da Europa, privilegiaram a questão das reparações da guerra, obrigando os países derrotados a pagar indemnizações aos países vencedores.

A invasão da Manchúria pelo Japão, em 1931, foi uma prova do fracasso da Liga das Nações. Condenado um ano e meio depois pelo ato de agressão, o Japão abandonou a organização. A Alemanha seguiu o mesmo caminho a 14 de outubro de 1933. Adolf Hitler, interessado apenas em armar seu país, usou uma série de pretextos para abandonar a conferência de desarmamento e ridicularizar a Liga das Nações.

As invasões da Abissínia pela Itália, em 1935, e da Finlândia, pela União Soviética, em 1939, revelaram que a Liga das Nações não passava de uma organização de fachada. O seu último acto foi expulsar a URSS, que havia sido admitida como membro em 1934. A esta altura, porém, a Segunda Guerra Mundial já estava a pleno caminho, o que frustrou de vez as intenções pacifistas dos idealizadores da Liga das Nações.

The word is about, there’s something evolving,
whatever may come, the world keeps revolving
They say the next big thing is here,
that the revolution’s near,
but to me it seems quite clear
that it’s all just a little bit of history repeating

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