Monthly Archives: November 2011

A arte da Cartomancia

completamente ultrapassado

Depois do Álvaro nos ter habituado às suas previsões e começar a roubar o espaço mediático de “adivinhação” de nomes da nossa praça pública como a Maya e o Professor Karamba, eis que uma outra personalidade descobriu a sua vocação.

Desta vez falamos de Pedro Santos Guerreiro que, entrevistado para a Al-Jazeera faz a seguinte declaração:  “Os portugueses não estão a dizer que não suportarão as medidas de austeridade, mas sim que exigem mais do que essa austeridade”. (a ver aqui: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=522223)

O que está na moda é a massa!

Ora, eu disponibilizo a minha casa para que possa ir lá casa ler o meu esparguete, porque acho que se vai de certeza tornar a última moda, depois das borras de café, a possibilidade de lermos as massas!

Eu tenho esparguete, cannelloni, linguini, tortellini…

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Eu, Paula Gil, me confesso…

Quando era bem pequenina, a minha mãe contava-me por vezes uma história a que chamava o Pedro e o Lobo.

Por entre várias peripécias (que a minha mãe sempre teve uma grande imaginação), contava história de um rapaz que gritava: – Lobo, Lobo!, fazendo a aldeia correr em seu auxílio para se aperceberem depois que nada se passava.

Ora, um dia o Lobo apareceu mesmo, a aldeia não acreditou, e ninguém apareceu, deixando o jovem e as suas ovelhas (ah! esqueci-me de dizer que o rapaz era pastor! Desculpa mãe!) com o Lobo.

Conto isto como introdução a um “mea culpa” que aqui faço.

Eu partilhei hoje o seguinte post no mural do meu facebook (https://www.facebook.com/silva.pgil/posts/134044393370639) – aqui gravado para a posteridade. Eu, baseada numa série de atitudes a que ontem assisti e que por A + B e numa conjugação de ideias, coloquei a sua foto no meu mural e acusei de fascistas.

Muito embora aquilo a que eu assisti me coloque de pé atrás (em relação a um pequeno grupo específico de estivadores e não à sua totalidade), não me cabe a mim acusar de ninguém de nada, sem que para isso tenha provas concretas. Havia infiltrados neste dia de greve? Havia sim, ficou gravado aqui, por exemplo: http://vimeo.com/32646765.Mas eu não tenho gravações que comprovem nada e portanto…

… há um princípio básico do nosso código penal, o Princípio da Presunção da Inocência: Ninguém é culpado até prova em contrário. E eu vilipendiei-o com base em atitudes. Por isso, e independentemente da razão que eu possa ter ou acreditar que tenho, sem provas não me cabe a mim, de todo, fazer este género de acusações não fundamentadas, sem que estas sejam comprováveis. É algo que não se pode dizer de ânimo leve pelas implicações que tem para o futuro e pelo peso passado que trazem!

Com este post quero apenas assumir este erro, a denúncia sem provas concretas, porque para mim é importante pelos argumentos que aqui expresso, mas também para que amanhã me olhe ao espelho, e feita esta reflexão que aqui partilho, e levantada a dúvida, não posso acusar homens presumivelmente inocentes. Mas também por que errar é humano, mas persistir no erro é simplesmente estúpido.

Não quero deixar de agradecer ao blog Spectrum que, talvez pela forma como escreve, por vezes me faz perceber que quem acusa sem conhecer, sem saber do que fala, com base numa ideia que ouve, ou que deriva de atitudes subentendidas e no assumir tácito que através destas conhece alguém, sabe quem é, de onde vem, o que faz ou para onde vou, me fez repensar toda a situação desde o início e  dar-lhes o benefício da dúvida. Está-se sempre a aprender!

E quero agradecer-te a ti, tu sabes quem, que ouviste os meus argumentos, me deixaste quase insultar-te, e te mantiveste firme e fiel sem me atacares, com a ternura do costume, embora o desânimo e a vontade que eu não fosse casmurra só desta vez.

E por fim, ao Saramago (sim, ao Nobel!) pela lucidez do seu ensaio que hoje me devolveu a minha própria lucidez, no meio do cansaço e da confusão.

Eu assim me confesso e peço desculpa por afirmações precipitadas.

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Pelos meus olhos, conto-te como foi … a Musgueira

A polícia de intervenção quebrou o piquete da Carris na Musgueira

Quando chegámos já lá estava a PSP. Não eram muitos, uns 6 ou 7 talvez!

Os autocarros não podiam passar. As pessoas acumulavam-se à sua frente e a Carris fez várias tentativas: primeiro era só um carro que queria passar, depois ia passar por uma outra saída, depois a PSP aproximou-se e informou que “não queria usar a força para restringir a reivindicação dos nossos direitos” (tal e qual!) e que iria chamar a Polícia de intervenção para nos afastar do local se nos recusássemos a sair.

Não saímos, tod@s juntas, tod@s nós, as 40 (?) pessoas permanecemos no local, em frente a uma coluna de autocarros que se avolumava – serviços mínimos, chamavam-lhes!

A polícia de intervenção chegou. Sete carros, com homens armados, com homens em “armaduras”.

Sentamos-nos no chão, de braços dados, junt@s, e naquele momento, éramos um@ só! Mas eles eram muitos e arrastaram-nos um@ a um@. Não foi uma carga policial, mas foi certamente agressão. Uma de nós levou um murro, vários de nós foram atirados para o chão. Eu fui arrancada à cadeia: não conseguiram soltar-me ao início, e agarraram-me pelas costelas, que estão agora negras e doridas.

Mas foi uma força, um compromisso, uma união, todo um sentimento de pertença e compreensão que ali se criou, toda uma aura de força enquanto junt@s procurávamos impedir que os nossos direitos – que também são os deles – nos fossem roubados! Direitos pelos quais muitos antes de nós lutaram, e muitos antes de nós morreram. Criaram um cordão à nossa volta, impuseram-se pela pressão directa, corpo a corpo.

Sentamos-nos novamente.

A situação acalmou-se e levantámos-nos.

De pé gritava-se:

– 25 de Abril sempre, Fascismo nunca mais! E outras palavras de ordem.

Eles não nos conseguiam olhar nos olhos, e os nossos olhos incrédulos viram mais de 50 autocarros passar. Os serviços mínimos foram desrespeitados pela carris que coagiu os seus condutores a trabalhar dizendo-lhes que o contracto que iam renovar, não seria renovado se não cumprissem com as suas funções! Os condutores cederam e com isso quebraram, mostraram que o medo persiste, mostraram que a chantagem existe!

Permanecemos de pé, frente ao cordão, a procurar os olhos da polícia de intervenção, que agora já não saiam do chão, que estavam colados ao alcatrão. Dizia-se para o cordão envergonhado: eu sou precária, os teus filhos vão ser escravos desta dívida que nos impõem, de um trabalho sem direitos, de um regredir social que nos colocará ao nível do séc. XIX. Colocará a tua família na minha posição, talvez pior que a minha! Também luto pelos teus direitos, Sr. Agente! A ti que te impõem lutar contra os teus, defender quem te ofende de quem te defende, levantares-te de manhã para te dividir por dentro, porque também tu sentes os duros golpes, os duros cortes a que nos obrigam, enquanto uns quantos (poucos, esses!) vivem acima das nossas possibilidades.

E nesse momento, uma lágrima escorreu-lhe pela face…

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A Greve é uma chatice! Porreiro é perder Direitos!

A Greve é uma forma de pressão colectiva e voluntária realizada por trabalhadores que consiste na paralisação dos serviços necessários à empresa, seja esta estatal ou privada. O seu propósito é a obtenção de benefícios, como o aumento de salário, a melhoria das condições de trabalho ou direitos dos trabalhadores, ou para evitar a perda de benefícios obtidos através de longos séculos de luta dos trabalhadores.

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Há muito, muito tempo, numa história distante…

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