Planos de Austeridade para Tótós

Após os planos de Austeridade na Europa repararemos em 7 consequências principais:

  • Existirá um prolongamento da crise, pois estaremos a comprimir a procura global;
  • Os mecanismos de protecção social estarão mais reduzidos (se não desaparecerem) provocando um agravamento da pobreza e da precariedade das vitimas da crise;
  • Os poderes das sociedades financeiras sairão reforçados em detrimento da sociedade e dos Estados graça às pressões (ler chantagem) que estes não se inibem de exercer enquanto credores;
  • O reembolso da divida pública tornar-se-à um elemento central do debate politico e da gestão governamental nos próximos 15 anos (pelo menos);
  • Verificar-se-à um reforço dos desequilíbrios e das forças centrifugas no seio da União Europeia devido ao aprofundar da competição económica entre países membros. Provavelmente reforçarão as forças politicas de extrema direita que se alimentam do empobrecimento de uma parte da população e dos reflexos de retirada e estigmatização de outra;
  • A capacidade dos Estados de responderem às suas obrigações sairá diminuida no que toca os direitos humanos fundamentais e sairá reforçada a tendência para utilisar a repressão como resposta ao protesto social;
  • Será igualmente reduzida a capacidade dos Estados de responder às suas obrigações internacionais nos domínios da ajuda ao desenvolvimento, do alívio às populações vítimas de catástrofes naturais e da contribuição para a luta contra as alterações climáticas.

Uma circunstância agravante:

A comissão Europeia e os executivos Estados membros que se submeteram ofereceram ao FMI a possibilidade de voltar à frente do cenário europeu enquanto credor directo dos Estados que pedem a sua ajuda (leia-se RESGATE). Isto é uma alteração importante face a anos anteriores.

A generalização dos planos de austeridade num contexto de crise prolongada coloca-nos a todas e a todos frente a uma responsabilidade importante: a de adoptar um conjunto de propostas para enfrentar os desafios que se aproximam, uma estratégia de convergência e de unidade de acção cuja finalidade é assegurar um fim para a crise.

In English: Austerity Measures for Dummies

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